Yearly archive for 2001

A Polícia Vermelha do Rio Grande do Sul

Denúncia do Major Aviador Cleber Neves Júnior

COMANDO DA AERONÁUTICA
BASE AÉREA DE SANTA MARIA
ESQUADRÃO DE COMANDO

Parte n.º 037/EC Santa Maria, 1 de agosto de 2001.

Do Comandante

Ao Sr. Comandante da BASM

Assunto: Ocorrência policial

Participo a V. Sa. os fatos ocorridos na noite de domingo, dia 30 de julho de 2001, às 23 h 20 min, dos quais fui vítima de extorsão, abuso de poder e constrangimento ilegal, na presença de familiares e amigos.

1. Ao ser parado por uma Blitz realizada por fiscais do Departamento Municipal de Trânsito de Santa Maria, localizada na Rua Serafim Valandro, altura do nº 1372, fui abordado pelo Agente Municipal de Transito, Sr. André Luiz Gonçalves do Nascimento, RG nº 2055883868, que solicitou-me os documentos pertinentes. Foram-lhe entregues o documento de porte obrigatório, a habilitação e minha identidade militar. De posse destes, o referido Agente passou a fazer uma verificação minuciosa na documentação fornecida e no estado geral do veículo. Após quase dois minutos parado, o Agente me entregou o documento de porte obrigatório ordenando que o mesmo fosse retirado do invólucro plástico transparente, o que foi prontamente atendido sem ressalvas de minha parte.

2. Ao receber o documento de porte obrigatório, o Agente me informou que eu seria autuado por estar com um passageiro sem o cinto de segurança. Fato que gerou grande espanto, inclusive nos passageiros de meu veículo, pois todos estavam usando o referido equipamento de proteção. Nesta ocasião, questionei educadamente sobre quem estaria sem o devido cinto de segurança, até porque iria prontamente chamar a atenção do suposto passageiro no sentido de educá-lo para segurança de sua própria vida. Sempre acreditando que esta seria a principal meta daquela fiscalização. Sem a resposta do Sr André Luiz, o mesmo se dirigiu a outro Agente posicionado a pelo menos oito metros de distância de nossa localização e teve uma breve conversa com o mesmo. Ao retornar, informou que seu colega “achou que tinha visto alguém dentro do carro sem o cinto” e que iria autuar de qualquer maneira. Este fato passou a nítida impressão da total falta de preparo para o serviço, além de grave falha de caráter, na medida em que forjou uma infração tentando justificá-la com a incerteza de outro Agente. Salvo melhor juízo, acredito que a atitude abusiva do Agente, Sr. André Luiz G. do Nascimento, coincide com a tipificação criminal de extorsão.

3. Ainda chocado com o ocorrido, desci do automóvel e perguntei ao Agente quem era o responsável por aquela Blitz, com o intuito de reportar ao mesmo a gravidade da atitude do Agente em tela, ao que fui respondido já de forma desrespeitosa e provocante que “não havia nenhum responsável e que todos eram iguais“. Mesmo assim, perguntei novamente ao Agente quem seria o ocupante acusado de estar sem o cinto, com o objetivo de fundamentar meu recurso. Pergunta que foi prontamente ignorada, assim como todas as outras formuladas durante o transcorrer dos fatos.

4. Diante da total falta de respeito e arbitrariedade reinante naquele local, decidi buscar ajuda, ligando de meu Celular para o Delegado de Polícia Civil, Dr. Antônio Firmino de Freitas Neto, com o qual possuo relações funcionais em decorrência de meu cargo, solicitando-lhe orientações face ao desenrolar dos acontecimentos. Neste instante, fui abordado violentamente pelo referido Agente que gritou “…é bom mesmo chamar este Delegado aqui porque vai precisar…“. Nesta mesma abordagem, ainda aos gritos, o referido Agente se aproximou de “peito estufado” a apenas alguns centímetros de minha pessoa e em atitude extremamente provocativa, ordenando aos berros que eu abrisse o porta-malas de meu carro para a verificação dos equipamentos obrigatórios, dizendo ainda que não iria fazer a autuação do cinto mas que iria ver “tudo dentro do carro“. Com isto, disse ao Agente que ele poderia ver tudo dentro do carro, mas deveria primeiro informar quem estava sem cinto, e que moderasse a voz porque ele não estava tratando com nenhum moleque e sim com um Major da Aeronáutica. Tudo isto acontecendo ao lado de minha esposa, minha filha de quatro anos de idade e um casal de amigos que permaneciam no carro. Ao dizer isto, todos os outros Agentes envolvidos na Blitz correram ao meu encontro e me cercaram como se fossem partir para a agressão. Neste exato instante, dois soldados da Brigada Militar, de nomes Gustavo e Robson, apareceram do lado de dentro do bloqueio, aos quais prontamente me identifiquei, informando-lhes o que estava acontecendo. Durante este relato, o Agente André Luiz se retirou de minha presença, sacando do talão de multas e começou a preencher uma autuação por “desobedecer as ordens do Agente” e “dificultar a fiscalização“. Tudo em flagrante delito de abuso de poder e constrangimento ilegal, forjando uma nova situação mentirosa, visto que em nenhum momento lhe foi negado a verificação dos equipamentos obrigatórios. Fato presenciado pelos soldados da Brigada Militar.

5. Como o meu celular ficou sempre ligado, voltei a falar com o Delegado Firmino sobre os procedimentos a respeito da queixa crime que eu iria apresentar contra o Agente na Delegacia de Polícia da Rua Andradas. Novamente o Agente André Luiz arremeteu contra minha pessoa, ainda mais provocativo, interrogando “você está me ameaçando?…“. Pergunta a qual não dei crédito, devido ao absurdo da mesma, além da provocação intrínseca . Apenas me virei de lado e continuei minha conversa ao telefone.

6. Por ter ouvido grande parte do diálogo pelo telefone, e por estar em viagem naquele momento, o Delegado Firmino pediu-me para falar primeiramente com o soldado mais antigo da Brigada e depois com o Agente André Luiz. Em relato do Delegado sobre sua conversa com o Agente André Luiz, este teria lhe dito que “realmente seu colega não tinha certeza sobre ter visto ou não alguém sem o cinto e que não poderia voltar atrás sobre a autuação da desobediência por já ter começado a escrevê-la, senão estaria passível de um processo administrativo“, ao que foi respondido que seria muito pior um processo criminal devido a inverdade dos fatos.

7. Fato relevante de mencionar foi a falta de um supervisor naquele local, que poderia certamente ter evitado tamanho abuso e arbitrariedade, além do comportamento hostil dos outros Agentes que, com extremo corporativismo, reforçaram as atitudes de seu colega em flagrante delito. Foram ouvidas frases como: “…esses caras da Base são todos folgados…“, ” … aqui fora você não é nada! Tu só manda alguma coisa lá dentro!…“. Como formavam uma verdadeira turba, não pude identificar os autores.

8. Ressalto o grande constrangimento pelo qual fui acometido em frente à minha família e amigos, pois todos os Agentes envolvidos naquela Blitz deixaram de continuar com seus afazeres de fiscalização e permitiram um grande ajuntamento de transeuntes que puderam assistir ao grande “show” de abuso, arbitrariedade e autoritarismo contra a minha pessoa e a organização a qual pertenço.

9. Ao receber a autuação, solicitei ao Agente sua identidade funcional para fins de conhecimento dos dados necessários ao preenchimento da queixa crime, o que foi negado de forma desrespeitosa, apenas dizendo “todos os dados que você precisa estão escritos aí….“. Sendo assim, solicitei ao soldado da Brigada Militar que conseguisse os dados. O que foi fornecido com certa resistência pelo Agente.

10. De posse destes dados, compareci à Delegacia de Polícia e prestei queixa crime contra o Agente Municipal de Trânsito, o Sr. André Luiz Gonçalves do Nascimento, por abuso de poder e constrangimento ilegal quando do exercício de suas atividades.

Anexos:

– Cópia do Boletim de Ocorrência nº14154/2001, de 30 de julho de 2001; e

– Cópia do Auto de Infração de Trânsito nº 26630, de 30 de julho de 2001.

CLEBER NEVES JUNIOR – Major Aviador

Comandante do Esquadrão de Comando

Endereço eletrônico da vítima da polícia vermelha já implantada no Estado do Rio Grande do Sul clebermax@uol.com.br

O Panopticon de Olívio Dutra

Carlos Alberto Reis Lima
Médico
dr.lima1@terra.com.br

28 de julho de 2001

No anel periférico se é totalmente visto, sem jamais ver; na torre central vê-se tudo sem jamais ser visto”

Michel Foucault, lembrando Jeremy Bentham

O Rio Grande do Sul assiste com um misto de incompreensão, medo e estupefação a uma série de constatações acerca da segurança pública. As últimas notícias veiculadas pela imprensa (jornal Zero Hora e RBS em 25/7/01) dão conta do estado de desinformação da população por falta de estatísticas oficiais por parte do governo do Estado sobre crimes perpetrados no Rio Grande do Sul nos últimos anos. A ausência de dados estatísticos que sonegam à sociedade o mísero direito de saber como, onde, quando, e de quem se proteger, faz aumentar o clima de insegurança e temor dos cidadãos. Não se conformando apenas com o discurso da “generosidade”, e da “solidariedade”, que não sai da boca do governador, a população estremece.

A imprensa já bate em alguns pontos sensíveis e vulneráveis ao revelar o discurso escapista do Secretário da Segurança e da Justiça, José Paulo Bisol, o qual protela a informação de dados estatísticos ao público sobre a criminalidade. De fato, em repetidas vezes o secretário desconversa com esta querela de estatísticas habilmente fugindo das intenções malignas que não provêm apenas da sua mente, mas que fazem parte da estratégia de poder que se arma no estado do Rio Grande do Sul e já se “espraia” para todo o país.

O motivo crucial que está por trás desta aparente demora na divulgação de dados da polícia é que ela é inconfessável, e assim ela é porque a estratégia leninista que inspira TODAS AS AÇÕES deste governo é ela mesma, inconfessável. Ela é típica das ações revolucionárias das antigas polícias secretas de Lênin a Stalin, continuando-se na odiosa polícia revolucionária Cuba, onde um em cada quatro habitantes é um informante do estado totalitário do ditador Fidel Castro. Ela é típica dos arcana imperi que fazem do segredo dos seus atos e da ocultação das informações a sua característica. Conforme Norberto Bobbio, representar é apresentar ao público. Quem se omite em informar não está representando o povo e sim ocultando uma vontade inconfessável. O segredo só é a alma do negócio na vida privada. Esta era a estratégia da Tcheká, a primeira polícia secreta de Lênin que existiu de 1917 a 1922, sendo substituída pelos “Órgãos” (OGPU), pela NKVD, MGB, e a tristemente célebre KGB. Todas elas omitiam informações a um povo já escravo. Aliás, era o próprio Estado que omitia tudo, que distorcia tudo, que via em cada esquina de Moscou um inimigo contra-revolucionário. Esta paranóia estatal se estendia a tudo e contra todos. Na defesa intransigente e patológica do socialismo sacrificavam o próprio povo. Vivia o infeliz povo russo sob o tacão de um Estado Policial.

O Brasil ainda não é este Estado, mas aqui no Sul já se deram os primeiros passos, e eles começam assim: omissão de dados, o que contraria e ignora lei de 1999 que expressamente obriga o governante a publicar em Diário Oficial as estatísticas de criminalidade; atenção policial crescente para dentro dos lares e famílias e para longe das ruas; tratamento privilegiado de criminosos, que são mostrados à sociedade como “vítimas” da situação econômica; a ausência de policiamento; e a intencional alteração das estruturas de eficiência do trabalho policial – matérias eminentemente técnicas que estão recebendo tratamento ideológico marxista-leninista. Daí ser inconcebível que um político socialista seja o  ocupante do cargo em questão, e que “pensa” movido pelo fiel cumprimento do manual revolucionário de Lênin, cujo político-policial favorito era o herói sanguinário Felix Dzjerdzinski,  chefe da igualmente sanguinária Tchecá.

O papel patético, para dizer o mínimo, do secretário Bisol, que está mais para Madre Tereza de Calcutá do que para um agente público que luta contra o crime, um exemplo de escandaloso desvio de função, ainda o impede de se igualar a Felix Dzjerdzinski. Bisol jamais sujaria as próprias mãos. Além disso, temos alguns meses até a vitória final da barbárie e isto nos separa das masmorras, da censura brutal e dos campos (GULAGs) da ditadura socialista.

E todo o resto decorre. Não admira que o jornal oficial Pravda (A Verdade(!) ), órgão máximo da imprensa comunista de Lênin a Gorbachov, só publicasse a “verdade” do órgão máximo do Partido, e deixasse de publicar tudo o mais. Mas se a nossa imprensa reluta em afrontar o monstro leninista, talvez imaginando que assim o faz por respeitar a legítima escolha popular, não faria mal em publicar ela mesma outras sábias palavras de Norberto Bobbio:

“… O poder autoritário não apenas esconde para não fazer saber quem é,e onde está, mas tende também a esconder suas reais intenções no momento em que as suas decisões  devem tornar-se públicas.”

Amaral Ferrador, RS, 28 de julho de 2001

O homem-relógio

Olavo de Carvalho

O Globo, 28 de julho de 2001

Os livros de divulgação científica para a juventude falam sempre com desprezo do “antropomorfismo” das idéias antigas acerca do cosmos. Nada mais ingênuo, parece, do que vislumbrar intenções humanas — ou divinas — nas plantas, nas pedras, nos ventos e nas galáxias. Sentado no pináculo da evolução científica, qualquer garoto de escola, baseado na autoridade de livros que nunca leu, ri das gerações que o antecederam desde o começo do mundo.

Mas o fato é que por trás de toda concepção científica do universo há sempre um esquema imaginativo subentendido, e enquanto esquema imaginativo da totalidade da natureza o antropomorfismo é infinitamente menos ingênuo do que todos aqueles que o sucederam desde o Renascimento até hoje.

Descartes e Newton concebiam o universo como um relógio. Nenhum índio seria cretino o bastante para acreditar numa coisa dessas. Mesmo um indiozinho pequenininho já sabe que a natureza é astuta e imprevisível. A hipótese de aprisioná-la numas quantas fórmulas repetíveis lhe pareceria puro charlatanismo, e ele não precisaria de mais de uns segundos para rejeitá-la in limine . Já a nossa cultíssima civilização precisou de três séculos para despertar da ilusão mecanicista. Precisamos de Planck e Heisenberg para nos provar algo que qualquer indiozinho de 6 anos nos teria contado antes deles. Não nego que a prova, em si, vale alguma coisa. Mas quantos a conhecem? Kant estava erradíssimo ao conceber a autonomia de julgamento como a fina flor da civilização moderna. O homo urbanus , na sua esmagadora maioria, acredita em Planck e Heisenberg só por ouvir dizer: não tem a independência de juízo com que o indiozinho acredita em seus próprios olhos.

O mecanicismo se impôs porque dava aos homens uma demencial ilusão de poder. “Saber é prever, prever para poder”, proclamava Comte. Se a realidade era uma máquina, bastava saber apertar os botões certos para obter os resultados desejados. Daí à “física social” e à economia planejada, foi um piscar de olhos. Uns 150 milhões de seres humanos pereceram vítimas desse experimento científico. E tudo começou com um relógio.

É verdade que a falsa imagem do conjunto, simplificando o raciocínio, permitiu que certos detalhes fossem calculados com mais precisão. Descartes conhecia os pormenores da refração óptica bem melhor que o indiozinho. Mas isto não tornava menos idiota o seu esquema geral do cosmos, nem menos devastadoras as conseqüências de uma ciência de pormenores erguida sobre um esquema imaginativo pueril.

Nada do que se diga da importância vital dos esquemas imaginativos no conhecimento será exagero. Não podemos conhecer, pela observação científica, a totalidade do real. Mas todos temos dela alguma expectativa que se traduz em imagens. É sobre estas imagens que se constrói o edifício do conhecimento racional. Toda a psicologia, de Aristóteles a Piaget, mostra que a inteligência racional não opera diretamente sobre os dados dos sentidos, mas sobre as imagens, os “fantasmas”, diziam os gregos, depositados na memória. A imaginação é a ponte entre o sensível e o inteligível. Imaginatio mediatrix , dizia o grande Hugo de S. Vítor: a imaginação é mediadora.

Por isso, todo conhecimento, toda civilização se ergue sobre um fundo imaginário. A tremenda estabilidade, a sanidade inabalável de tantas culturas primitivas dotadas de nada mais que um mínimo de saber científico deveu-se justamente à adequação entre seus esquemas imaginativos e a realidade da sua experiência vivida. Envoltos em mitos e lendas, esses homens antigos podiam nada saber de quarks e buracos negros, mas tinham um pressentimento certeiro do lugar da existência humana no cosmos e sabiam traduzi-lo em atos e palavras dotados de sentido. Há infinitamente mais sentido em falar com as plantas do que em imaginar-se engrenagem de um relógio. A concepção antropomórfica da planta é incomparavelmente mais inteligente e mais digna do que a concepção relogiomórfica do homem. Achar que uma planta é uma pessoa pode inibir um homem de matar a planta. Mas se você acha que as pessoas são relógios, nada mais lógico do que matá-las porque se recusam a funcionar como relógios. Robespierre, Lenin e Hitler nada fizeram senão tirar as conseqüências das premissas lançadas por Descartes e Newton. Viktor Frankl dizia isso: se o homem é apenas um produto industrial, não há nada de mais em jogar alguns fora no controle de qualidade. Cada vez mais acho que ele tinha razão. Auschwitz e o Gulag não são propriamente filhos da ciência, mas são filhos do esquema imaginativo imbecil e inumano que a ciência moderna criou ad hoc para poder se desenvolver.

É altamente duvidoso que mesmo os mais extraordinários progressos da técnica valham tamanha mutilação da imagem do mundo, mesmo porque nada prova que a amputação fosse estritamente necessária, que a ciência que temos, ou mesmo outra melhor, não poderia ter-se desenvolvido sem isso.

Hoje o mecanicismo está desmoralizado, morto, esquecido. Mas a imagem medieval do cosmos vivente e dotado de sentido cujo lugar ele usurpou no imaginário do homem ocidental e que já não era certamente um puro antropomorfismo, mas uma concepção muito mais fina e elaborada -— continua sepultada e proibida. E as ondas de ocultismo e bruxaria, que de tempos em tempos inundam o mundo tecnológico, não são senão o protesto neurótico de um impulso legítimo que, reprimido, ressurge sob a forma de doença. A imaginação do homem ocidental não foi sufocada pelo puro materialismo, mas por uma parceria de materialismo e ocultismo. Quando Edmund Husserl, no começo do século XX, advertiu para uma crise de racionalidade nas ciências, ele tocou no problema decisivo da nossa civilização: até que ponto um saber científico que se erigiu sobre um esquema imaginativo falso e mutilador pode conservar a dignidade de ciência em vez de tornar-se uma mitologia de segunda mão?

 

Veja todos os arquivos por ano