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Insistência psicótica na mentira

Olavo de Carvalho
29 de outubro de 2009


Enquanto o sr. Fernando Raphael, advertido de seus erros, agiu como um homem de verdade e me pediu desculpas (v. sua mensagem no fim desta página), o sr. Anselmo Heidrich, pego de calças na mão, decidiu apelar ao último recurso dos mentirosos compulsivos: a reiteração histérica da mentira, para ver se convence a platéia na base do puro grito.

Como eu negasse sua acusação de que vivi de favor na casa de um amigo em Curitiba, e até lhe fornecesse nome e endereço da imobiliária onde ele poderia confirmar a locação do imóvel se alguma dúvida sincera tivesse, o sujeito me saiu com esta:

"Em primeiro lugar, a informação sobre a casa de Curitiba, obtive com editores do MSM. E eu, simplesmente, não acredito numa palavra do que diz este pústula, seus recibos, coisa e tal. Portanto, quando ouço OC falar em 'provas', sinceramente, prefiro acreditar em boatos."

O MSM, na época em que eu morava em Curitiba, só tinha dois editores: Paulo Diniz Zamboni e Eduard Wolff. Como o sr. Heidrich se escondesse por trás do termo genérico "os editores", faltando-lhe hombridade suficiente para declarar de qual dos dois teria ouvido a fofoca, escrevi a ambos, perguntando-lhes se a alegação da fonte procedia. Eis as respostas que me enviaram:

Edward Wolff:

O quê? De onde ele tirou isso?! Como eu poderia ter dito uma coisa dessas se jamais soube de quem era ou não era a casa? E mesmo que soubesse, why in the world eu espalharia uma informação dessas?
O Anselmo precisa urgentemente arrumar o que fazer. Esse cara deve estar cheirando cola, sei lá. Eu sempre achei que ateísmo é coisa de gente burra, mas não sabia que isso afetava o campo da moral também.
E como estão as coisas aí na Virginia?
Abração,
Edward

Paulo Diniz Zamboni:

Olá, professor Olavo, espero que esteja tudo bem com o senhor. Professor, eu só posso ficar chateado de o senhor sequer pensar que eu diria tal coisa a quem quer que seja. Eu não sou um moleque para ficar com fofoca, muito menos com um sujeito como esse Anselmo, um destemperado que demonstra um desequilibrio assustador.
Quando o Anselmo saiu do MSM, ao que parece em solidariedade ao Janer Cristaldo, fiquei sabendo por terceiros que ele andou dizendo que eu o tinha censurado, o que jamais ocorreu, ao contrário, sempre procurei tratá-lo com o máximo de educação, respeito e honestidade, como aliás fiz com todos enquanto estive no MSM.
Professor, acho que cada um é livre para agir como desejar, mas eu não perderia mais um minuto de atenção com este sujeito, que desde que saiu do MSM, pelo que outras pessoas me contaram, não sabe o que faz para tentar aparecer. Um abraço e tudo de bom. Abraço,
Paulo
P. S. - Quando questionei o Anselmo dos porquês de certas atitudes dele ao deixar o MSM e demonstrei minha tristeza com tal comportamento de uma pessoa que eu julgava um amigo, ele me respondeu: "Você é que não me conhecia". Ou seja, o sujeito ainda me chamou de idiota por ter confiado nele.

Que o sr. Heidrich prefere antes acreditar em boatos do que em provas, era algo que ele nem precisava declarar, pois todo mundo sabe que ele é assim mesmo, principalmente quando os boatos são de sua própria invenção.

O assunto da casa parece mesquinho demais, mas, de fato, era o único ponto da sua mensagem que merecia resposta, já que atingia a honra de terceiros. O resto é tão miserável que só pode trazer dano ao próprio sr. Heidrich e, a rigor, não é da minha conta.

Mensagem de Fernando Raphael:

Caro Olavo:

Dada a atenção dispensada a minha mensagem na lista Conjecturas e Refutações, espero que o Sr. dispense um pouco de atenção também a este pedido de desculpas, que é sincero.

De fato, sou burro e presunçoso e até mesmo mentiroso. Eu te chamei de canalha e burro, quando na verdade estes adjetivos se aplicam melhor a mim mesmo. Tentei me defender em alguns pontos do seu texto, nos quais eu havia feito considerações posteriores na mesma lista. Obviamente, são observações insuficientes para refutá-lo, e sequer tem esta prentesão. Tenho muito mais a aprender com você do que a ensinar. No fundo, nada tenho a ensinar.

Vou aceitar as críticas feitas e me concentrar apenas em estudar, escrever o mínimo possível e preferencialmente continuar na linha que venho tentanto seguir em meu blog, que é a de fazer apontamentos e observações sobre as coisas que eu de fato estudo. Eu sinceramente não gostaria de ter sido exposto, incluindo meu endereço de e-mail no seu site. Mas acho que é uma punição justa para a bobagem que fiz, escrevendo sem pensar o que me vinha a cabeça, distribuindo ofensas sem refletir sobre elas ou o alcance que elas poderiam ter.

Como eu disse na mensagem que repassei ao Guilherme, você até pode ter seus defeitos e merecer xingamentos, mas não pelas razões que eu coloquei na mensagem. De minha parte mesmo, você não merece nenhum dos xingamentos que coloquei. Devo-lhe este pedido de desculpas. Procurei me retratar também na lista da qual participo, encaminhando a mensagem que mandei para o Guilherme Ferreira para todos aqueles que leram a mensagem original. Espero, sinceramente, que suas críticas sejam suficientes para que eu possa aprender definitivamente esta lição, e tratar todas as minhas opiniões, sobre todos os assuntos, do mesmo modo que você um dia disse que tratava as suas: a pão, água e ginástica, para que só venham a público aquelas que realmente valham algo mais que o cocô da mosca do cavalo do bandido. Eu desejo ser melhor do que sou hoje, a acho que suas observações foram importantes para que eu siga neste caminho.

Sinceramente arrependido.

Fernando R. F. de Lima.

27 de outubro de 2009

Resposta enviada a Fernando Raphael:

Prezado Fernando,

Está tudo limpo. Você é um sujeito decente que teve um momento de fraqueza mas depois se levantou com galhardia. Bravo! Divulgarei sua resposta no meu website nos próximos dias, com algum comentário que ponha em destaque o mérito da sua atitude.

Abraço e os melhores votos do

Olavo de Carvalho


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